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Napoleão na Rússia: a Queda do General

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– Wikimedia Commons

Era um belo dia de sol quando os soldados da França cruzaram o rio Neman, na atual fronteira da Polônia com a Lituânia, aos gritos de “Vive l’Empereur!”, na confiança de serem o maior e mais temido exército que o mundo havia visto. Estavam ali para dar uma surra, não para guerrear – o inimigo só tinha um terço de suas forças e estava dividido. E, o mais importante, não tinha Napoleão como líder.

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1923 – Entrevista exclusiva de Adolf Hitler

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Em 1923, Adolf Hitler concedeu uma entrevista exclusiva a George Sylvester Viereck, escritor e propagandista pró-nazismo. No texto, publicado pela primeira vez na revista Liberty é considerado hoje um documento histórico, o líder antissemita explica as bases de seu sistema de governo e o projeto de despertar o espírito nacionalista nos cidadãos.

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11 de Setembro de 2001 – Minuto a Minuto

Momento do ataque

Às 8h46 da terça-feira, 11 de setembro de 2001, um avião sequestrado por terroristas colidiu com uma das duas torres do World Trade Center, em Nova York. Às 9h02 outra aeronave chocou-se contra a segunda torre. Às 10h28, os dois colossos de 110 andares estavam no chão. E 2.997 pessoas mortas. 

É claro que os acontecimentos de um único dia não mudam a história. Às vezes são seus desdobramentos que acabam transformando o mundo. Às vezes nem é o mundo que muda, é o jeito das pessoas verem o que está a sua volta que se transforma e tudo parece alterado. Às vezes o fato em si não muda nada, mas indica que algo mudou. E as vezes, é tudo isso junto. “Os atos de terror de 11 de setembro foram assim”, diz Dermot Keogh, historiador da Universidade de Cork, na Irlanda, e autor de World After 9/11, (“O Mundo Depois de 11/9”). Para ele, mais que as ações dos terroristas, que ainda lançaram um terceiro avião sobre o Pentágono, em Washington, são os minutos em que todos paramos para ver o que acontecia em Nova York que importam. “Quando a segunda torre caiu, o mundo já estava diferente.”

O Pentágono destruído após o lançamento do terceiro avião / Wikimedia Commons

As pessoas que estavam no World Trade Center na hora do ataque não imaginaram que seriam o estopim de guerras ou de atentados terroristas. Naqueles 102 minutos, elas se preocuparam apenas em sobreviver. E esta é a história delas.

8h30

Dianne de Fontes encontrou o escritório vazio quando chegou ao 89º andar da Torre Norte, no World Trade Center. Ela tirou os tênis confortáveis que usava para ir de casa até o trabalho e calçou os sapatos elegantes que guardava na gaveta. A vista vertiginosa que tinha da janela ao lado não a incomodava mais, já estava acostumada com a rotina. No andar de baixo, o casal Frank e Nicole de Martini tomava café. Nicole trabalhava no prédio vizinho, a Torre Sul, mas aproveitava os poucos minutos que ainda tinha antes do expediente ao lado do marido, funcionário da Administração do Porto de Nova York, empresa que construiu e gerenciava os sete edifícios do WTC. Na manhã de 11 de setembro de 2001, eles eram algumas das pessoas que chegaram entre a meia-noite e as 8h46 aos edifícios de 110 andares conhecidos como WTC 1 (Torre Norte) e WTC 2 (Torre Sul), os mais altos da cidade.

Acima deles, o prédio pulsava de forma frenética. No 92º, os funcionários da Carr Futures se preparavam para uma reunião na qual discutiriam suas taxas de comissão. Graças ao tema, apesar do horário, 40 deles já haviam chegado. Nos andares 101, 103, 104 e 105, o ritmo era igualmente acelerado. Ali funcionava a Cantor Fitzgerald, uma das maiores corretoras da cidade, onde 658 pessoas já aguardavam a abertura do pregão mais movimentado do planeta. Mas a manhã de céu azul, limpo e claro parecia ainda mais iluminada no Windows on the World (ou “janelas sobre o mundo”), nome apropriado para um restaurante a 400 metros do solo, nos 106º e 107º andares da Torre Norte. Às 8h35, Christine Olender, uma das gerentes, ligou para os pais em Chicago, como fazia todas as manhãs: “Está um lindo dia, mãe. Tenho que correr, preciso desligar. Um beijo.”

A maior parte dos empregados do restaurante estava no 106º andar, num salão fechado para uma conferência. Oitenta e sete executivos já aproveitavam o café-da-manhã oferecido pelos organizadores do evento, com sucos de frutas, pãezinhos com fatias de salmão defumado e bolinhos recheados de creme. No hall do 107º andar, Liz Thompson, presidente do Conselho Cultural de Manhattan, e Geoffrey Wharton, executivo da Silverstein Properties, correram para pegar o elevador. A porta quase se fechou, mas alguém a segurou. Foram as últimas pessoas a sair do Windows on the World. Eram 8h44.

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8h46

“Uma bomba”, pensou Dianne logo depois de se recuperar do impacto que a jogou para fora da cadeira. “O piso parecia torto. A torre pendeu para o sul, balançou por três ou quatro minutos e, depois, voltou lentamente ao normal”, diz Dianne, entrevistada por Jim Dwyer e Kevin Flynn, autores do livro 102 Minutos. Diante da recepção, Teddy Helmer, que acabara de descer, se dirigia para a saída quando ouviu um forte estrondo. “Parecia que os elevadores estavam despencando”, diz Teddy, citado no 9/11 Comission Reports – os relatórios oficiais da comissão que o governo americano criou para investigar os acontecimentos daquele dia e que colheu mais de 10 mil depoimentos. Ele viu uma bola de fogo sair de dentro do poço e se jogou no chão. Sobre sua cabeça, a chama voltou sobre si mesma e tornou a subir. Lá em cima, ela chegou como um “murro poderoso”. Pelo menos é como Gerry Gaeta, funcionário da manutenção do prédio, se lembra dela. Após o susto, Gerry gritou para os companheiros no 64º: “É uma bomba. Vamos sair daqui”

O grande tremor foi sentido em todo o prédio. De uma janela no 61º andar, o corretor Ezra Aviles viu um rio de fogo escorrer pelo lado de fora da janela. Ele sabia que não era uma bomba e discou para a emergência: “Um avião cortou o céu e bateu na Torre Norte, bem acima da minha cabeça”, disse. Uma das asas tinha cortado o teto do 93º andar e a outra, o piso do 98º. Ezra ligou para a mulher, disse que estava bem e que deixaria o prédio naquele minuto.

Muitos não tiveram essa sorte, como os que foram surpreendidos dentro de um dos 99 elevadores. Com o choque, alguns despencaram, outros balançaram como pêndulos, ferindo e matando seus ocupantes. Num deles, em que seis pessoas ficaram presas, a fumaça se infiltrou rapidamente e acabou provocando asfixia. Ao bater a 720 km/h na face norte do prédio, o Boeing 737 foi se estilhaçando. Pedaços da fuselagem saíram pelo outro lado do edifício. Uma parte do trem de pouso foi parar a cinco quarteirões. Os 40 mil litros de combustível pegaram fogo e lançaram-se pelo céu, como se o líquido continuasse viajando, mesmo sem o avião. Formaram-se imensas bolas de fogo, a maior com uma circunferência de quase 60 metros. Parte do combustível queimou fora do prédio, mas outra subiu e desceu pelos quilômetros de poços de elevadores. A energia liberada escorreu em ondas pelo edifício, pulsou sobre o leito de rocha e rolou pelo Oceano Atlântico. O impacto gerou sinais em sismógrafos a 35 quilômetros dali. Mais tarde, os restos de um homem que trabalhava no 96º andar foram achados a 500 metros do WTC.

8h48

O elevador em que estava a artista escocesa Vanessa Lawrence parou e, após alguns segundos, as portas se abriram no 91º andar. A visão foi devastadora. O teto e as divisórias haviam caído e as pessoas se arrastavam pelos corredores procurando saídas de emergência. Das três escadarias, duas estavam reduzidas a pó. A que restara, porém, estava aberta. Quando o grupo de 18 pessoas chegou lá, viu que cerca de 15 centímetros de cobertura de gesso haviam saltado para fora das paredes, expondo a estrutura de aço e bloqueando os degraus que subiam. “Não havia ninguém descendo e vi que quem estava lá em cima não teria como escapar”, conta Vanessa, no livro 102 Minutos.

Damian Meehan chegou à mesma barreira, mas do outro lado. Ele vinha do 92º, de onde ligou para o irmão, Bob, pedindo ajuda. Não adiantou. Nenhuma das pessoas que estavam naquele andar conseguiu sair.

A situação das pessoas que estavam no Windows on the World também era desesperadora. Apesar de estar bem acima da zona de impacto, o local era um dos mais prejudicados. No topo do edifício, a sacudida foi mais intensa e assustadora e em pouco tempo o local foi tomado por uma fumaça densa e tóxica. Christine ligou para a central de comando do prédio. As linhas de emergência não funcionaram e nenhuma informação sobre os procedimentos de fuga chegaram lá em cima. A identidade do atendente não consta nos relatórios, mas suas palavras gravadas soam como uma sentença de morte. “A ajuda já está subindo”, disse. Não estava. Sobre as rotas de fuga, ele prometeu se informar e pediu para Christine voltar a ligar em dois minutos.

Abaixo do ponto de impacto, as pessoas pelo menos podiam respirar. Mais que isso, podiam correr. No centro de comando, Lloyd Thompson, diretor-adjunto de segurança contra incêndios, tentou evitar o clima de “salve-se quem puder” e organizar a saída. “Peguei o microfone do sistema de comunicação e ordenei a desocupação imediata”, escreveu em seu relatório às autoridades americanas. Sua mensagem, no entanto, não chegou a lugar algum: o sistema havia sido destruído.

8h49

De seu escritório no subsolo, o agente de segurança Richard Paugh via o que acontecia fora do prédio pelas câmeras. “As pessoas olhavam para cima e saíam correndo, desesperadas”, conta. Quando chegou à calçada, ele encontrou com o colega Allan Reiss, ex-diretor do Departamento de Aviação da Administração do Porto. Sob a chuva de destroços, Richard olhou para cima e viu que a fachada do prédio era agora uma parede de fogo. No meio das coisas que caíam, uma causou um estrondo: era a roda de uma aeronave. “Um avião bateu no edifício”, disse Richard, totalmente aturdido. “E não é um teco-teco. Essa é uma puta de uma roda”, respondeu Allan.

Trezentos metros acima, Marissa Panigrosso estava em sua mesa, no 98º andar da Torre Sul, ouvindo um CD com sucessos de Donna Summer. Uma lufada de ar quente atingiu-a no rosto e o calor chamuscou os papéis sobre sua mesa. Marissa ficou paralisada. “Ao tirar os fones de ouvido, escutei a ordem para evacuar o prédio. Não me lembro se eram os alto-falantes ou alguém gritando, mas lembro das palavras “fiquem longe das janelas e comecem a descer as escadas””, diz Marissa.

Como ela, muitos deixaram a Torre Sul naquela hora. Talvez guardassem na memória o atentado ocorrido em 1993, quando um carro-bomba explodiu no subsolo do WTC, matando seis pessoas. Na época, os sistemas de segurança foram postos à prova e falharam. As luzes se apagaram e a evacuação, por uma escadaria escura e tomada pela densa fumaça, levou cerca de 12 horas. No entanto, houve quem não percebesse o risco que corria. “Quando chegamos lá embaixo, ninguém sabia o que estava acontecendo e a desinformação fez com que muitos acreditassem que os problemas estavam restritos à Torre Norte e voltassem ao trabalho”, diz Marissa.

Em busca de orientação, os telefones fervilharam. Só nos dez minutos após o choque, o 911 (código de emergência) recebeu 3 mil chamadas. As pessoas ligaram também para parentes e amigos e deixaram relatos emocionados. “Você não vai acreditar no que estou vendo”, disse Brad Vadas, entre lágrimas, à sua noiva. Da janela de uma empresa no 89º andar do WTC 2, ele acompanhou uma das cenas mais perturbadoras daquela manhã. “Um cara, um cara… Ele arrancou a camisa pegando fogo e saltou. Ele saltou!”

Ezra Aviles correu escada abaixo como prometeu à esposa. Na saída, porém, seus problemas estavam longe de acabar. A praça era a pior rota de fuga para quem conseguia vencer as escadas. “Havia um apinhado de destroços e não parava de cair mais. Vi corpos e pedaços de corpos queimados. Foi impressionante”, diz. O bombeiro Danny Suhr foi atingido e morto por um deles.

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8h50

Joseph Pfeifer, na época chefe do batalhão de bombeiros, foi o primeiro bombeiro a chegar ao complexo, às 8h50. Na hora da colisão, ele estava ali perto, sendo entrevistado para um filme do francês Jules Naudet. “É uma emergência. Um acidente, uma explosão no World Trade”, disse Joseph ao microfone de sua viatura, apenas 12 segundos depois do choque. Era a primeira das 18 mil chamadas que a central de operações receberia na próxima meia hora. “Aquilo pareceu um ataque”, disse a seus superiores, três minutos depois, já a caminho do local com sua guarnição. Nos minutos seguintes, chamaria outras duas tropas e até as 10h, mais de mil bombeiros chegariam ao WTC, sem contar os que estavam de folga e foram ajudar.

A mobilização da polícia não foi menor. Às 8h52, os primeiros agentes chegaram ao local e foi emitido o alarme “nível quatro”, o mais alto estado de alerta policial, equivalente a uma situação de guerra. Com tanta gente envolvida, organizar as ações não foi fácil. “A situação era caótica e as pessoas que saíam do WTC 1 não sabiam em que andar o fogo estava”, escreveu Joseph Pfeifer em seu relatório. “Logo que vimos a dimensão do ataque, sabíamos que aquela seria uma operação de resgate – e não para controlar o fogo. Poderíamos apagar o incêndio em um andar, talvez dois, mas não conseguiríamos lidar com o que nos confrontava agora”, diz.

Mesmo o resgate seria difícil. Quase nenhum dos 99 elevadores estava funcionando. Muitos estavam parados entre os andares, com pessoas a bordo. “Num arranha-céu em chamas, sem elevadores, enviar companhias para andares superiores é uma operação para se medir em horas e não em minutos”, afirma Donald Burns, na época um dos comandantes da operação. “Cada bombeiro carregava consigo cerca de 25 quilos, entre equipamentos e ferramentas. E ainda tinha de andar no contra fluxo de uma multidão que descia escadas apertadas para escapar da morte.”

E havia ainda mais problemas. “Em edifícios daquele porte, os rádios dos bombeiros tinham um histórico de mau desempenho, dada a massa de concreto e aço que dificulta a transmissão”, diz Burns. Os chefes não conseguiam contato com os bombeiros nos andares superiores – fato que já ficara evidente no atentado de 1993. Para Burns, em 11 de setembro, a cooperação entre policiais e bombeiros não funcionou.”Uma rixa antiga entre os departamentos impedia que eles treinassem juntos e, agora, impossibilitava um plano conjunto. Nem a frequência dos rádios era a mesma”, afirmou, no livro 102 Minutos. Vários avisos da polícia não chegaram aos bombeiros e vice-versa. Tampouco funcionou o badalado Departamento de Gerenciamento de Operações, criado pelo então prefeito Rudolph Giuliani para ser um elo entre as duas corporações. Localizado no WTC 7, vizinho às torres, ele foi evacuado minutos depois do primeiro impacto.

9h02

Às 9h todos os corretores da KBW, que ocupava três andares na Torre Sul, estavam de volta em suas cadeiras, prontos para recomeçar a trabalhar. O telefone de Stanley Praimnath tocou. Uma amiga de Chicago, que acompanhava tudo pela televisão, queria saber se ele estava bem. Stanley acabara de voltar ao escritório no 81º andar, depois de descer à recepção e concluir que o problema estava restrito ao outro edifício. Enquanto tranquilizava a amiga, girava a cadeira e olhava para a Estátua da Liberdade, para um barco que singrava as águas do rio Hudson, deixando um rastro de espuma. Eram 9h02 quando, pelo canto do olho, ele viu uma sombra se aproximar. Virou e percebeu um avião, as marcas vermelhas e azuis e a letra “u”. Stanley atirou-se sob a mesa e a amiga ouviu quando ele gritou por Deus. E viu pela TV a aeronave da United Airlines mergulhar na Torre Sul.

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Segunda colisão / Wikimedia Commons

As asas do Boeing 767 cortaram nove andares, do 77º ao 85º. A sala de Stanley foi despedaçada, as paredes e o teto ruíram. Partes da asa do avião ficaram cravadas na porta a seis metros de onde ele estava. Ferido, rastejou por 40 metros entre destroços do que segundos antes era o local onde trabalhava. Não viu nem ouviu ninguém. Gritou por socorro, mas ninguém podia ouvi-lo ou ajudá-lo.

No escritório da Euro Brokers, no 84º andar, Brian Clark sentiu o abalo. Uma explosão sem fogo estourou portas e paredes. Parte do piso envergou, matando pelo menos 50 pessoas. Em meio à escuridão, com a pequena lanterna de brigadista que carregava no bolso, conseguiu encontrar um grupo de sobreviventes que iam para um corredor que dava acesso à escada A – depois, descobririam que aquela era a única saída. Já haviam descido três lances quando encontraram um homem e uma mulher que disseram ser impossível passar por ali, por causa do fogo e da fumaça. Resolveram subir, quando ouviram alguém pedindo socorro. Era Stanley Praimnath. Brian e Ronald di Francesco, que estava com ele no grupo, ajudaram-no a sair dos escombros e, então, tomaram rumos diferentes. Ronald decidiu encontrar-se com aqueles que subiram. Brian e Stanley resolveram arriscar e descer as escadas. Minutos depois, Ronald mudou de ideia e os seguiu.

Na escuridão os três encontraram Richard Fern, que no momento do choque estava dentro do elevador, no 84º andar. Antes que as portas se fechassem, ele saltou para o hall e saiu tropeçando em direção à escada mais próxima, um buraco escuro e cheio de fumaça, mas com linhas finas e fotoluminescentes que corriam ao longo dos degraus. Movido por pura adrenalina, Richard começou a correr. Ele seguiria por estas faixas pelos 1.512 degraus até o térreo.

As escadas que conduziam os quatro homens para a saída foram construídas para suportar algumas poucas centenas de pessoas de cada vez. Naquele dia, teriam de servir a milhares de pessoas que estavam abaixo do ponto de impacto. Mesmo com toda a correria, a situação no edifício 2 era, digamos, “menos pior” que a do irmão gêmeo. Às 9h15, as pessoas que haviam entrado no WTC 2 de manhã já tinham saído de lá, menos de mil permaneciam no seu interior. Das que ficaram nos corredores, poucas descobriram que a escada A era a única rota de fuga. No 78º andar, onde várias pessoas esperavam o elevador no momento do impacto, talvez houvesse 20 sobreviventes. Entre eles, os amigos Keating Crown, Kelly Reyher e Donna Spera, que tinham sérias queimaduras e vários ossos quebrados. Aos tropeções, eles encontraram a escada A. Seriam os últimos a deixar o prédio.

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9h22

Quando o ex-delegado dos bombeiros, John Peruggia, chegou ao WTC, ouviu um aviso do Departamento de Edificações de que o dano nas torres era imenso e elas poderiam desabar. No prédio 1, na última hora, Frank de Martini e o colega Pablo Ortiz trabalhavam para liberar dezenas de pessoas presas nos andares logo abaixo da zona de impacto. Ao lado de Carlos da Costa e Pete Negron, todos empregados da Administração, derrubaram paredes, arrombaram elevadores, subiram e desceram as escadarias entre o 78º e o 90º andares. Segundo testemunhas, eles resgataram pelo menos 70 pessoas e quando foram vistos pela última vez, estavam a caminho de salvar mais. Acreditavam que o prédio ficaria de pé. Estavam enganados.

Faltava pouco menos de dez minutos para as 10h da manhã quando um fio de alumínio líquido escorreu pela janela do 80º andar. Alimentado por cerca de 34 mil litros de combustível, o fogo derretia restos do avião. Os pavimentos acima começavam a virar um só, escorregando uns sobre os outros. As vozes do 105º andar, 20 pisos acima da zona do choque, tornaram-se cada vez mais urgentes. Às 9h56, uma mulher ligou para o 911: “Meu Deus, o chão está cedendo, meu Deus”. Logo depois, uma voz masculina gravada no rádio da polícia avisou que o 93º andar estava se desfazendo. Ao seu lado, disse, pessoas desmaiavam. O topo do WTC 2 sucumbiu e num espaço de 10 segundos, a torre pulverizou-se e transformou-se numa onda gigantesca de poeira, explodindo no chão às 9h59. Apenas quatro pessoas que estavam acima do 78º andar, o mais baixo da zona de impacto, conseguiram sair de lá a salvo: Richard Fern, Ronald di Francesco, Stanley Praimnath e Brian Clark. No centro de Manhattan, o ar ficou negro.

10h01

Na entrada da Torre Norte, o chefe dos bombeiros Joseph Pfeifer limpou a poeira dos olhos e saiu correndo. Perseguido pela enorme nuvem de poeira, alcançou a rua e percebeu só então que o prédio vizinho ruíra. Ficou convencido de que era preciso evacuar as equipes de resgate do WTC 1.

O destroços do World Trade Center nos minutos finais / Wikimedia Commons

Minutos depois, no alto do prédio, os helicópteros da polícia alertavam que a Torre Norte dava sinais de colapso. As pessoas que estavam no Windows on the World ainda olhavam pelas janelas. Nos andares abaixo da área de impacto, bombeiros totalmente exauridos recuperavam o fôlego no 19º andar. Nem chegaram a ouvir os alertas para evacuação. Às 10h19, o helicóptero Aviation 14 conseguiu atravessar uma selva de tráfego no rádio e falou com um operador em terra: “Fiquem alertas. Acho que o topo da torre está se inclinando agora”, disse, aos berros. Todos os operadores passaram a reproduzir, com algumas mudanças e em ritmo desesperado, a mensagem: “A Torre Norte está se inclinando na direção sudoeste”, alertou um deles. “Parece estar se curvando”, disse outro. “Abandonem essa merda”, pediu uma terceiro.

Bombeiros e policiais tiveram menos de 10 minutos para atender à mensagem. Às 10h28, 102 minutos após o primeiro avião atingir o WTC 1, começaram estouros sucessivos. À medida que caíam, os pisos superiores ganhavam velocidade e arrastavam os inferiores, numa progressão de dez andares por segundo.


Os olhos do mundo virados para cá

➽ O líder: O telefone móvel da policial Patty Varrone, que fazia a segurança pessoal do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, toca: é o ex-subprefeito de operações da cidade, Joe Lhota: “A que distância você está do prefeito?”, ele pergunta. Ela diz que está ao lado de Giuliani. Lhota lhe pede, então, que avise o prefeito que um pequeno avião, talvez um Cessna, havia atingido uma das torres do World Trade Center. “Não, ninguém sabe ao certo o que ocorreu, se foi acidente ou intencional”, explica. Ao receber o recado, Rudolph Giuliani interrompe seu café da manhã e toma o rumo da Quinta Avenida. No caminho, pensa, segundo o relato em seu livro O Líder:“Num dia bonito como esse, um avião não bateria no World Trade Center por acidente”. Ele tinha razão.

➽ Ao vivo: Interrompendo um intervalo comercial, na época a âncora da rede de notícias CNN, Carol Lin, surge na tela e fala: “Isto acabou de chegar. Você está vendo… obviamente uma transmissão ao vivo perturbadora, aquele é o World Trade Center e nós temos informações não confirmadas de que esta manhã um avião se chocou com uma das torres do World Trade Center”. Em seguida, a emissora coloca no ar uma entrevista com Sean Murtagh, na época vice-presidente de finanças da rede, que fala por telefone: “Eu acabo de testemunhar um avião que parecia estar viajando numa altura abaixo do normal sobre Nova York. Aparentemente, ele bateu, eu não sei em qual torre foi, mas ele bateu, bateu diretamente no meio de uma das torres do WTC. Era um jato, talvez um de duas turbinas, talvez um 737, um grande jato de passageiros…”

➽ Rotina: Dois aviões F-15 partem da base aérea de Otis, em Massachusetts. Ninguém ainda sabe direito o que está acontecendo é apenas um procedimento-padrão de emergência.

➽ Sequestro: Um passageiro do voo 175, da United Airlines, Brian Swenney, liga para casa. Ele diz ao pai que seu avião foi sequestrado. Está ficando ruim, pai. A aeromoça foi esfaqueada. Eles parecem ter facas e porretes e disseram que tem uma bomba. Está ficando muito ruim no avião. Os passageiros estão ficando desesperados.”O avião está fazendo movimentos estranhos… Eu acho que não é o piloto que está no controle. Acho que estamos caindo. Parece que eles pretendem ir para Chicago ou algum lugar assim e lançar o avião em um prédio. Não se preocupe, pai, se algo acontecer vai ser muito rápido. Meu Deus, meu Deus.”

➽ Tudo bem: Os alto-falantes da Torre Sul do WTC anunciam que o prédio não corre riscos mesmo com a colisão no vizinho.

➽ Replay: O voo 175 atinge a Torre Sul entre o 77º e 85º andares. Milhões assistem à colisão pela TV. No Brasil, o jornalista Carlos Nascimento que na época comandou a transmissão ao vivo na tela da Globo leu trechos dos boletins das agências internacionais de notícias, de olho nas imagens da CNN. “Parece que agora temos imagens da primeira colisão”, diz. Seguem-se alguns segundos de silêncio. “Não. É um segundo impacto. É um segundo avião”, conserta. “Pensei que fosse replay”, diz Nascimento.

➽ O bode de estimação: O ex-presidente norte-americano George W. Bush visita uma escola primária em Sarasota, na Flórida. Diante de um punhado de crianças, ele lê trechos do livro The Pet Goat (“O Bode de Estimação”). O bo-de de es-ti-ma-ção. A me-ni-na tem um bo-de de es-ti-ma-ção. Mas o bo-de fez coi-sas que dei-xa-ram o pai da me-ni-na ner-vo-so”, diz o presidente dos Estados Unidos. Segundos depois, o assessor Andrew Card entra na sala e fala discretamente ao ouvido de Bush: “Um outro avião acertou a segunda torre do World Trade Center. A América está sendo atacada”.

➽ Ataque terrorista: Ainda na escola primária, o ex-presidente Bush faz um breve discurso para cerca de 200 estudantes, alguns professores e repórteres. Ele diz: “Hoje tivemos uma tragédia nacional. Dois aviões bateram no WTC em um aparente ataque terrorista ao nosso país”.

➽ Estado de guerra: O governo manda fechar as embaixadas americanas no exterior e coloca todas as bases militares em alerta. Medidas que não ocorriam desde o ataque japonês a Pearl Harbor, em 1945.

➽ Terceiro voo: Os controladores de voo do aeroporto de Washington informam o Serviço Secreto dos Estados Unidos que perderam o contato com a aeronave que fazia o voo 77 da American Airlines. Fora de sua rota original, o avião seguia, aparentemente, em direção à Casa Branca.

➽ Alvo militar: Com 64 pessoas a bordo e voando a 660 km/h, o Boeing 757 da American Airlines mergulha sobre o Pentágono, a sede das Forças Armadas norte-americanas. A explosão mata 125 pessoas em terra e todos a bordo.

➽ Último a sair: Depois de mandar esvaziar prédios públicos, incluindo as agências do correio, o governo determina a evacuação da Casa Branca, do Capitólio e do Departamento de Estado.

➽ Voo cego: O ex-presidente Bush levanta voo da Flórida. Mas seu destino ainda é um segredo. O Conselho de Segurança Nacional recomenda que o avião do presidente permaneça no ar e não pouse em Washington. A bordo, Bush fala por telefone com o vice-presidente Dick Cheney: “Estamos em guerra. Alguém vai pagar por isso”.

➽ Socorro: Do lado de fora do WTC, onde mantinha um escritório, Giulian não abandona o palco dos acontecimentos e fala às redes de TV. Pede calma à população.

➽ Primeira torre: 57 minutos depois de ter sido atingida, a Torre Sul cai.

➽ Ordem de ataque: Daniel Nash, na época piloto de um dos aviões de combate F-15 que levantaram voo naquela manhã, recebe ordem de atirar em qualquer aeronave que sobrevoe Nova York. Depois de interditar o espaço aéreo do país, toda aeronave em voo passa a ser considerada inimiga. É a primeira vez na história dos Estados Unidos que isso acontece. O controle aéreo militar de Nova York nos avisou pelo rádio que se víssemos outra aeronave nós deveríamos derrubá-la”, diz Nash.

➽ Notícias falsas:“Um carro bomba explodiu em frente do Departamento de Estado americano em Washington e o prédio está em chamas.” A falsa notícia circulou em televisores do mundo e, durante duas horas, foi “real”.

➽ Último ato: A Torre Norte do WTC desaba. Passaram-se, depois da primeira colisão, 102 minutos.


Saiba mais

102 Minutos, Jim Dwyer e Kevin Flynn, Jorge Zahar Editor, 2005

Por BETO GOMES E CELSO MIRANDA

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Ratos do Deserto – Major Ralph Bagnold e os homens que salvaram o SAS

Ralph Bagnold era tão improvável como um comandante das forças especiais quanto qualquer um poderia imaginar. Sua guerra fora a Grande Guerra, quando, como oficial, ele havia sobrevivido à carnificina da Frente Ocidental. Quando a Segunda Guerra Mundial começou em setembro de 1939, Bagnold tinha 43 anos e ganhava uma vida confortável como cientista e escritor.

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13 de Setembro de 1961 – O Cerco de Jadotville

Comdt.  Pat Quinlan, na extrema esquerda, posa com soldados do A Company, 35º Batalhão de Infantaria, em Elisabethville, antes do cerco.

Comdt. Pat Quinlan, na extrema esquerda, posa com soldados da A Company, 35º Batalhão de Infantaria, em Elisabethville, antes do cerco.

O Cerco de Jadotville ocorreu em Setembro de 1961, durante a intervenção das Nações Unidas na Crise do Congo na República do Congo (Léopoldville), na África Central. A Companhia “A”, 35º batalhão do Exército Irlandês do contigente da ONU foi atacado por tropas da Frente Nacional de Libertação do Congo leais ao primeiro ministro Moise Tshombe do Estado de Katanga. A tropa irlandesa foi cercada na cidade de Jadotville (atual Likasi) e resistiu aos ataques dos Katangeses por seis dias enquanto tropas de reforço irlandesas e suecas tentaram sem sucesso alcançar a cidade.

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23 de Fevereiro de 1945 – O Bombardeio a Pforzheim

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Na noite de 23 de fevereiro de 1945, aproximadamente às 19h45min (horário local), as sirenes da cidade de Pforzheim ecoaram. Aviões aliados se aproximavam da cidade e o risco de bombardeio era eminente. A população já havia escutado a sirene antes, uma vez que a cidade tinha sido bombardeada em datas anteriores.

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26 de Fevereiro de 1991 – A última grande batalha de tanques da história


Os homens do 2º Regimento de Cavalaria Blindada lideraram uma das colunas americanas que invadiram o Iraque em 23 de fevereiro de 1991. Após três dias de combates leves, eles tropeçaram em uma das maiores formações blindadas iraquianas e a aniquilaram com canhões, mísseis TOW e morteiros na chamada Batalha de 73 Easting, muitas vezes chamada de “a última grande batalha de tanques do século XX”.

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07 de Dezembro de 1942 – “Bat Bomb”, a vingança americana por Pearl Harbor

O ataque do exército japonês à base militar de Pearl Harbor, em 1941, fez com que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial com tudo. Tanto que vários deles começaram a bolar planos de vingança contra o Japão. Foi o caso do dentista Lytle S. Adams, que criou o Projeto X-Ray, no qual os Estados Unidos atacariam o Japão com morcegos. A ideia era realizar explosões nas cidades japonesas com bombas cheias de morcegos, que estariam carregando bombas-relógio.

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8 de Maio de 2009 – Dia da Vitória: resgatando nossa história

A paz conquistada após o término da Primeira Guerra Mundial foi efêmera, pois os resquícios desse embate combinado com profundas transformações ideológicas, políticas e econômicas ocorridas a nível mundial levariam nossa civilização a um conflito de dimensões globais e catastróficas, capaz de vitimar cerca de 50 milhões de pessoas.

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8 de Abril de 2009 – O Capitão Richard Phillips e seu navio Alabama são sequestrados por piratas Somalis

Na manhã quente e abafada de uma quarta-feira, dia oito de abril de 2009, o navio porta-contêineres MV Maersk Alabama navegava as águas tranquilas do Golfo de Áden, no Oceano Índico. Construída na China em 1999, a embarcação de bandeira norte-americana flutuava suas 14.120 toneladas (acrescida das 17 mil toneladas de carga) a cerca de 300 milhas (482km) da costa da Somália pela rota marítima conhecida como EAF4 (rota marítima que partindo de Salalah [Omã] passava por Djibuti [República do Djibuti] chegando até Mombaça [Quênia]). Continue Reading →

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2003-2011 – Operações da Blackwater Aviation durante a Guerra do Iraque

A partir da eclosão da guerra do Iraque em 2003, as Companhias Militares Privadas (Private Military Companies [PMC]) alcançaram um nível de protagonismo nunca visto antes em conflitos modernos. Após contratos assinados entre o governo americano e seus altos executivos, essas empresas executaram tarefas dignas de forças armadas. Continue Reading →

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30 de Dezembro de 2001 – Falece o 1º Tenente Aviador Alberto Martins Torres

Guerreiro destemido que lutou ao lado dos brasileiros na segunda guerra, antes de embarcar para a Itália foi o único piloto da Força Aérea Brasileira a destruir um submarino alemão em águas brasileiras e ainda salvou a tripulação do mesmo. Faleceu em 30 de Dezembro de 2001. Continue Reading →

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13 de Março de 1970 – Restos Mortais de Adolf Hitler são destruídos; crânio foi preservado

Os restos mortais do ditador nazista Adolf Hitler foram destruídos por ordem dos dirigentes soviéticos, mas foram preservados fragmentos do crânio e da mandíbula, de acordo com o Serviço Federal de Segurança russo (FSB, ex-KGB).

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25 de Maio de 1963 – Criada a Organização da Unidade Africana

“A independência de cada um de nossos países só estará completa quando toda a África for livre”, declaração do presidente de Gana, KwameNkrumah na abertura da conferência para a criação da Organização da Unidade Africana, realizada em 1963. Kwame foi um dos principais líderes do movimento pan-africano e tinha um sonho – unificar todo o continente. Continue Reading →

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5 de Maio de 1945 – A Batalha do Castelo de Itter: Exército Americano e soldados Alemães enfrentam a SS

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A Batalha pelo Castelo de Itter, engajamento militar da Segunda Guerra Mundial em que soldados dos EUA uniram forças com renegados soldados alemães para rechaçarem um ataque da Waffen-SS a fortaleza em Tirol, na Áustria, onde figuras políticas de elite francesas eram prisioneiras dos nazistas.

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19 de Fevereiro de 1945 – A Batalha de Iwo Jima

 

Batalha de Iwo Jima (19 de fevereiro — 26 de março de 1945) foi um grande combate em que as forças Aliadas (formadas basicamente por membros do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos) desembarcaram e eventualmente conquistaram a ilha de Iwo Jima, que estava em mãos do exército imperial do Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.

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04 de Fevereiro de 1945 – A Fuga de Danilo Moura

No dia 4 de fevereiro Danilo Moura foi escalado para voar na Esquadrilha Amarela sob o comando do Capitão Joel Miranda. Após realizarem o objetivo primário partiram em busca de alvos de oportunidade, durante o ataque a uma estação ferroviária em Castelfranco Danilo e o capitão Joel foram atingidos pela artilharia inimiga e tiveram que realizar saltos sob território inimigo. Continue Reading →

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18 de Janeiro de 1945 – Início das marchas da morte no complexo de Auschwitz

Próximo ao final da Guerra, quando a força militar alemã estava entrando em colapso, as Forças Aliadas cercaram os campos de concentração nazistas. Os soviéticos chegaram pelo leste, e os britânicos, franceses e americanos pelo oeste. Freneticamente os alemães começaram a remover os prisioneiros dos campos próximos à frente de batalha e enviá-los para trabalho escravo nos campos situados dentro da própria Alemanha. No início os prisioneiros foram levados por trem e, posteriormente, seguiam a pé em longas caminhadas que ficaram conhecidas como “Marchas da Morte”.

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16 de Outubro de 1944 – Rosser I. Bodycomb e o ataque a refinaria de óleo Vosendor

briefing havia ocorrido normalmente. O alvo naquele dia, 16 de outubro de 1944, era a refinaria de óleo Vosendorf, localizada a 9 km de Viena, no subúrbio de Vosendorf. A refinaria era responsável pela produção de 200 toneladas de gasolina por mês e, dada sua importância, era defendida por aproximadamente 315 canhões antiaéreos, reportados pelas recentes imagens aéreas do alvo. Continue Reading →

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20 de Setembro de 1944 – A Travessia do Rio Waal: Assalto Anfíbio na Market Garden

Eram exatamente duas e meia da tarde de uma quarta feira. Os soldados já estavam nervosos no clarão aberto à beira do rio Waal e só faziam conversar e fumar enquanto ouviam o rumor da batalha ao longe. Sua espera era culpa do atraso dos caminhões da coluna de blindados do XXX Corpo britânico. Todos haviam prometido os barcos até as 13:00, mas a esta altura, o assalto anfíbio já havia sido adiado duas vezes e marcado para as 15:00. Continue Reading →

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08 de Agosto de 1944 – Morre Michael Wittmann

Apesar dos esforços de Hollywood, os atos de heroísmo durante a Segunda Guerra Mundial eram invariavelmente realizados pelos soldados alemães. Durante o período logo após o desembarque aliado na Normandia, a atuação excepcional do comandante de tanques Michael Wittmann permanece mais viva do que nunca. Continue Reading →

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16 de Julho de 1944 – Tropas da FEB desembarcam na Itália

Neste dia, cerca de 5 mil homens da FEB – Força Expedicionária Brasileira – desembarcaram em Nápoles, na Itália. Ao todo, 23.702 brasileiros foram enviados para a 2 Guerra, com 1.900 baixas, sendo 441 de Soldados da F.E.B., 9 da F.A.B. (Força Aérea Brasileira) e aproximadamente 1.400 na Marinha mercante e militar.

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6 de Junho 1944 – Operação “Overlord”

O dia 6 de junho de 1944 entrou para a História como o Dia D. Nesse dia, os aliados desembarcaram nas praias da Normandia para iniciar uma grande ofensiva contra as tropas nazistas.

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28 de Novembro de 1943 – Os “Três Grandes” reúnem-se em Teerã

Churchill e Roosevelt encontram-se com Stalin em 28 de novembro, em Teerã. É combinada uma coordenação dos ataques soviéticos à Alemanha nazista com o iminente desembarque dos aliados na Normandia. Joseph Stalin mantém os planos militares para expansão do comunismo em segredo e faz exigências que se confirmam no prosseguimento da Segunda Guerra Mundial.

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01 de Novembro de 1943 – Operação Cherry Blossom

A Operação Cherry Blossom (A flor de Cerejeira) foi a última grande operação durante a campanha das Ilhas Salomão. Seu objetivo era tomar o controle sobre a ilha de Bougainville, dominada pelos Japoneses desde 1942 para completar o plano americano de isolar Rabaul, uma importante base Japonesa que chegou a comportar 110mil soldados em 1943.

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05 de Julho de 1943 à 23 de Agosto de 1943 – A Batalha de Kursk

Batalha de Kursk foi uma batalha significativa da Segunda Guerra Mundial entre as forças alemãs e soviéticas na Frente Oriental perto de Kursk (450 quilômetros ou 280 milhas a sudoeste de Moscou) na União Soviética durante julho e agosto 1943. A ofensiva alemã teve o nome de código Operação Cidadela (alemão: Unternehmen Zitadelle) e levou a um dos maiores confrontos blindados da história, a batalha de Prokhorovka. Mantém-se, até hoje, como a maior batalha de blindados de todos tempos, e inclui o maior custo de perdas aéreas em um só dia na história da guerra. Embora os Alemães tivessem planejado e iniciado uma ofensiva, a defesa Soviética conseguiu com sucesso lançar uma contra-ofensiva e parar as suas ambições. Continue Reading →

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18 de Junho de 1943 – U-199 e sua missão na Costa Brasileira

A Segunda Guerra Mundial mostrou ao Brasil, um país na época basicamente agrário e subdesenvolvido,
que não seria possível manter-se neutro comercializando com as nações beligerantes. A alta disponibilidade de recursos minerais e agrícolas e a privilegiada posição geográfica para o cruzamento do oceano Atlântico, colocaram nosso país inevitavelmente na rota da guerra. O Brasil alinhou-se com as nações panamericanas e Estados Unidos e em 1943 nossos navios e outros de bandeira estrangeira já eram afundados a poucas milhas de nosso litoral. O ataque e naufrágio do U-199 foi apenas uma das últimas jogadas no xadrez da guerra, mas enquanto sua localização não for encontrada continuaremos a especular sobre os fatos de nossas batalhas marítimas.

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Militares da FEB (AC-ADA)

Listagem de Militares da FEB AC-ADA

Esta é uma lista extraída diretamente do nosso banco de dados. Podem haver divergências ou erros, visto que atualizamos esta listagem conforme temos acesso a informações com familiares, livros, relatos e mesmo na internet. Caso você possua alguma informação e queira colaborar, propor uma correção ou mesmo, caso esteja procurando algum nome que não consta na lista, entre em contato.

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Militares (AA-AB)

Listagem de Militares da FEB AA-AB

Esta é uma lista extraída diretamente do nosso banco de dados. Podem haver divergências ou erros, visto que atualizamos esta listagem conforme temos acesso a informações com familiares, livros, relatos e mesmo na internet. Caso você possua alguma informação e queira colaborar, propor uma correção ou mesmo, caso esteja procurando algum nome que não consta na lista, entre em contato.  Continue Reading →

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1 de Março de 1942 – Brasil na II Guerra Mundial: Os Soldados da Borracha

Soldados da Borracha é como ficaram conhecidos os cerca de sessenta mil brasileiros, a maioria deles oriunda do nordeste, que durante a Segunda Guerra Mundial foram recrutados e levados para a região amazônica para trabalhar nos seringais.  A borracha era enviada aos Estados Unidos para ser usada no esforço de guerra contra as forças do Eixo.

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01 de Fevereiro de 1941 – Hitler ordena ataques contra navios brasileiros

Uma estratégia naval supervisionada pelo próprio Adolf Hitler resultou no ataque generalizado de submarinos alemães a navios mercantes brasileiros junto à nossa costa nos primeiros oito meses de 1942, quando o governo Getúlio Vargas ainda persistia em manter-se neutro na Segunda Guerra Mundial. Documentos do Tribunal de Nuremberg guardados no Arquivo Histórico do Itamaraty mostram que o Führer autorizou pessoalmente o uso da força contra embarcações do Brasil em maio daquele ano, por considerar os brasileiros em guerra contra o Reich. Continue Reading →

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22 de Junho de 1941 – Hitler deflagra a “Operação Barbarossa”

Quando quase se completavam dois anos de guerra na Europa ocidental, o mundo foi surpreendido pela notícia de que naquela madrugada iniciara-se o ataque geral das forças armadas alemãs contra as fronteiras da União Soviética, até então neutra no conflito. Ao som ensurdecedor de mais de seis mil bocas de canhões alemães, os russos viram-se de inopino em meio ao inferno de uma guerra total. Naquele dia fatídico, Adolf Hitler ordenara a invasão e a destruição da URSS.

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30 de Novembro de 1939 – A Guerra de Inverno: Finlândia versus URSS

A Guerra de Inverno foi um conflito militar entre a União Soviética e a Finlândia que começou com a invasão soviética da Finlândia em 30 de novembro de 1939 (três meses após o início da Segunda Guerra Mundial ) e terminou com o Tratado de Paz de Moscou em 13 de março de 1940. A Liga das Nações considerou o ataque ilegal e expulsou a União Soviética do quadro de membros em 14 de dezembro de 1939.

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30 de junho de 1934 – Hitler manda executar Ernst Röhm

No dia 30 de junho de 1934, foi preso Ernst Röhm, um ex-colaborador de Hitler. Ele se tornou desnecessário para o aparato nazista, por querer transformar a SA (Tropa de Assalto) num exército, sob seu poder. O 30 de junho entrou para a história como a Noite dos Longos Punhais. O banho de sangue custou 85 vidas, muitas delas sem qualquer ligação com Röhm.

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28 de fevereiro de 1933 – Bertolt Brecht foge da Alemanha

O escritor, poeta e dramaturgo Bertolt Brecht fugiu da Alemanha nazista em 28 de fevereiro de 1933, um dia após o incêndio do Reichstag. Esse acontecimento foi, para ele, o prenúncio de que logo começaria a caça à esquerda e aos opositores do regime que se instalara no poder com a ascensão de Hitler a chanceler do Reich.

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19 de Abril de 1922 – Nasce Erich Hartmann, o maior às da história

Nasce Erich “Bubi” Hartmann, conhecido como o “Ás dos ases”. Hartmann foi um dos maiores pilotos da Segunda Guerra Mundial e, com certeza, de todos os tempos. Obteve a marca de 352 aviões inimigos abatidos e participou de 825 combates aéreos durante o tempo em que esteve em ação (aproximadamente 1400 sortidas). Atuou entre outubro de 1942 a maio de 1945.

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11 de Novembro de 1918 – A Primeira Guerra Mundial em números

A ausência de dados confiáveis dificulta a análise da Primeira Guerra Mundial, com variações entre os números. A AFP destaca os dados mais usados, ou procura um meio-termo entre informações muito destoantes. Mas o que está claro é que a chamada “Grande Guerra” foi um conflito de dimensões inéditas até aquele momento.

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26 de outubro de 1917 – Ingresso do Brasil na Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial, ocorrida no período de 1914 a 1918, foi o primeiro dos grandes conflitos envolvendo as maiores potências do planeta no Século XX. Em 2017, completa-se um século do início da participação das Forças Armadas brasileiras nesse episódio, que remodelou o mapa da Europa e ceifou a vida de milhões de combatentes de diversas nacionalidades. Continue Reading →

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03 de Fevereiro de 1917 – Os EUA rompem relações diplomáticas com a Alemanha

Em 3 de fevereiro de 1917, presidente norte-americano Woodrow Wilson rompeu relações com a Alemanha em represália à Guerra de Submarino ordenada pelo imperador alemão Guilherme 2º, que ameaçava navios mercantes dos EUA. A posição de neutralidade americana era insustentável principalmente após a divulgação do Telegrama Zimmermann e o rompimento das relações diplomáticas era o primeiro passo para a guerra. Continue Reading →

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04 de Agosto de 1914 – Grã Bretanha declara guerra à Alemanha

De um lado França e Rússia formavam a Tríplice Entente. Do outro Alemanha, Império Austro-Húngaro e Império Turco Otomano formavam a Tríplice Aliança, ambos os blocos estavam prestes a enfrentar a maior guerra que o mundo já vira até então. E desta vez, a Inglaterra estaria tomando sua posição! Continue Reading →

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1 de Agosto de 1914 – A Alemanha declara guerra à Rússia

Apesar dos esforços do kaiser Guilherme II para evitar um conflito em larga escala, seu primo, o czar Nicolau II, não teve o mesmo objetivo deixando, assim, os germânicos em posição beligerante contra à Rússia objetivando o suporte aos seus aliados austríacos. Continue Reading →

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28 de Julho de 1914 – A ‘guerra total’ que mobilizou a Europa

Soldados e civis, homens, mulheres, crianças, sindicalistas, artistas e cientistas deixaram de lado suas diferenças políticas para garantir a unidade nacional e a militarização da economia. Assim foi a Primeira Guerra Mundial, que mobilizou as nações europeias na chamada “guerra total”, sem precedentes na História. Continue Reading →

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28 de Julho de 1914 – Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia

Como desculpa de não ter tido todas as suas exigências do “Ultimato de Julho” atendidas, o imperador Franz Joseph, do Império Austro-húngaro, declara guerra à Sérvia. Não foi apenas mais uma guerra balcânica. Foi o prelúdio para a “guerra que acabaria com todas as guerras”! Continue Reading →

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23 de Julho de 1914 – O Império Austro-Húngaro entrega um ultimato a Sérvia

Quase um mês após o atentado que acabou com a morte do herdeiro ao trono do Império Austro-Húngaro em Sarajevo, Bósnia, os austríacos entregam um documento para o governo Sérvio com medidas imediatas a serem obedecidas.  Continue Reading →

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28 de Junho de 1914 – O Assassinato de Francisco Ferdinando

Quando Francisco Ferdinando (Franz Ferdinand) desembarcou em Sarajevo (capital da Bósnia) naquele 25 de junho de 1914 não imaginava o que o aguardava, nem imaginaria o destino que o mundo tomaria após os eventos sombrios dos dias subsequentes. Destinos foram traçados aquele dia, não somente o destino do príncipe, nem do terrorista Sérvio Gavrilo Princip, mas o de milhões de vidas ceifadas em campos de batalha por toda a Europa pelos quatros anos seguintes.  Continue Reading →

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