02 de Maio de 1892 – Nasce Manfred Von Richtofen

Nasce o maior ás da aviação alemã na Primeira Guerra Mundial.

Infância e Juventude

Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen nasceu em Breslau no dia 02 de maio de 1892. Com apenas 9 anos de idade mudou-se para Schweidnitz. Com 11 anos de idade o pequeno Manfred iniciou seus estudos na escola militar em Wahlstatt, posteriormente é transferido para a Academia Real Militar de Lichterfelde. Excelente atleta, Richtofen usa as suas habilidades para a equitação e consegue no mês de Abril de 1911 ser aceito no 1 º Regimento Uhlan de cavalaria, sendo no ano seguinte promovido ao posto de 2º tenente.

Passou brevemente pelos conflitos nas trincheiras, tendo pedido transferência no ano de 1915 para a força aérea Alemã onde acabou escrevendo toda a sua história como o maior ás da aviação alemã.

Manfred_von_Richthofen

A Carreira na Força Aérea

Foi na força aérea que o barão vermelho conheceu a pessoa que mais admirava, Oswald Boelck. Tal inspiração serviu para empenhar-se ainda mais e tornar-se piloto. Conseguiu a incrível façanha de, apenas após 24 horas de instrução com um amigo, o primeiro-tenente Georg Zeume, realizar o primeiro voo solo.

Em sua autobiografia, Richtoffen descreveu como foi a sensação de derrubar o seu primeiro avião, fato este que ocorreu no dia 17 de setembro de 1916:

“Em uma fração de segundo, eu estava atrás dele com meu excelente avião. Disparei rajadas com minha metralhadora. Eu estava tão próximo do inglês que temia colidir com ele. De repente, quase gritei de alegria quando vi sua hélice parar. Eu tinha despedaçado seu motor, forçando-o a pousar em nossas linhas”. E continuou: “O observador morreu pouco depois e o piloto faleceu enquanto estava sendo transportado para um hospital próximo. Eu homenageei o inimigo colocando uma pedra em seu bonito túmulo”.

Em dois meses, o ex-membro da cavalaria alemã que estava causando o terror nos céus europeus já havia derrubado outros 11 pilotos inimigos, entre suas vitimas estava o maior ás britânico do período, o major Lanoe Hawker, comandante do 24° Esquadrão. Como souvenir desta batalha o alemão pegou a metralhadora inutilizada do aviador britânico.

Por mostrar sua excelência como piloto, no dia 14 de Janeiro de 1917 o jovem capitão de 24 anos assume o comando da  Jagdstaffel 11 ou Jasta 11, esquadrilha esta que ficou imortalizada pela hábil liderança que Richtoffen exerceu sobre tal. Junto com ele, voava seu irmão e grande ás alemão Lothar com mais de 40 vitórias confirmadas.

Como uma forma de ser sempre lembrado pelos inimigos, Richtoffen pintou o seu Albatroz D. III com as cores vermelhas para que sempre que voasse fosse reconhecido pelos seus adversários, para dar um incentivo aos seus companheiros de esquadrilha permitiu a todo membro de esquadrão (que se mostrasse um excelente piloto) pintar o avião de qualquer cor, exceto o vermelho que estava sob o seu uso pessoal.

Os inimigos conheciam bem o barão vermelho. Ele teve a comprovação pessoal disto quando, durante uma batalha solo contra dois aviadores britânicos, acabou abatendo ambos porém eles foram obrigados a fazer um pouso forçado e sobreviveram. O barão, ao conversar com eles, perguntou se eles já haviam visto o seu avião e a resposta foi a seguinte :

“Ah sim , eu o conheço muito bem. Nós o chamamos de le petit rouge (o pequeno vermelho)”

Bundesarchiv_Bild_183-2004-0430-501,_Jagdstaffel_11,_Manfred_v._Richthofen

 Richtoffen e os membros da Jasta 11

Após pouco tempo, a temida Jasta 11 acabou ganhando o apelido de circo voador devido as cores que os aviões apresentavam. Em abril de 1917, o grupo apresentou suas maiores marcas, num mês que ficou conhecido como “Abril Sangrento” onde mais de 89 oponentes foram Abatidos.

Os maiores ases do Jasta 11 :

1º) Manfred Von Richtoffen –  80 aeronaves

2º) Ernst Udet – 62 aeronaves

3º) Werner Voss – 48 aeronaves

4º) Kurt Wolff –  33 aeronaves

5º) Karl Schäefer e Carl Allmenröder – 30 aeronaves cada

6º) Hermann Göring – 22 aeronaves

A última missão de Richtoffen

No dia 21 de Abril de 1918, o barão vermelho, juntamente com sua esquadrilha, decolou para interceptar 15 aviões canadenses que faziam o levantamento fotográfico. O barão posicionou-se para atacar o biplano do tenente canadense Wilford May, mas não viu que o capitão Roy Brown aproximou-se e abriu fogo. Durante o mergulho, próximo a região controlada por tropas australianas de Sailly-le-Sac, os soldados viram em suas trincheiras um avião a baixa altitude e abriram fogo com suas metralhadoras, quando a aeronave pousou as tropas aproximaram-se e viram que o grande mito da aviação havia sido atingido fatalmente e estava morto no cockpit de seu avião.

O corpo foi levado a Inglaterra onde foi enterrado sob honras militares. No ano de 1925, seu corpo foi enviado a Alemanha e enterrado no cemitério de Invalidenfriedhof, em Berlim, novamente com grandes honras.

Barão-Vermelho

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