31 de Agosto de 2011 – Morre uma das maiores lendas do SAS

O Reino Unido está de luto. Também, não era pra menos. Afinal morreu um dos maiores símbolos das Forças Armadas Britânicas contemporâneas.

John McAleese

Morreu na última sexta-feira (26), ninguém menos que John McAleese, um ex-SAS, homem que participou de uma das maiores operações de resgate de reféns da história, o “assalto a embaixada iraniana” em 1980.

John McAleese morreu aos 60 anos de idade devido a um ataque do coração. Ele morreu na cidade de Thessaloniki, na Grécia.

Sua filha disse que agora McAleese pode se reencontrar com seu outro filho, Paul McAleese. Seu filho era sargento do Exército Britânico, e morreu aos 29 anos de idade, quando servia no Afeganistão. Lotado no 2nd Battalion the Rifles, Paul McAleese foi vitima de um artefato explosivo improvisado na cidade de Sangin, na província de Helmand.

“Estamos ciente da morte John McAleese, um herói que serviu seu país com bravura e profissionalismo, em uma carreira que durou muitos anos. Nossos pensamentos estão com os familiares e amigos nesse momento”, disse um porta-aviões do Ministério da Defesa da Inglaterra.
A equipe de McAleese resgatou 24 reféns em poder de homens armados que anteriormente haviam se infiltrado na embaixada iraniana em Londres.

Milhões de telespectadores assistiram times SAS, vestidos de preto, assaltarem a embaixada em 5 de maio de 1980 para colocar fim a seis dias de crise.

Seis terroristas declararam pertencer a uma organização chamada “Frente Revolucionária Democrática de Libertação do Arabistão”, uma província de etnia árabe localizada a oeste do Irã, com o nome oficial de Khuzistão. O líder e porta-voz dos terroristas, Awn Ali Mohammad, apelidado de “Salim”, fazia as seguintes exigências: a restauração dos direitos humanos para o povo do Arabistão, a liberdade, reconhecimento internacional e a autonomia da região, e a libertação de 91 prisioneiros políticos vítimas do regime do aiatolá Khomeini, assim como um avião para leva-los para fora do Reino Unido. Se as exigências não fossem atendidas até a tarde do dia 1º de maio, uma quinta-feira, a embaixada seria destruída por meio de explosivos juntamente com os reféns.

O secretário William Whitelaw ordenou a invasão depois que Abbas Lavasani, chefe de imprensa da embaixada, foi morto e seu corpo lançado na rua.

Durante a operação do SAS, cinco dos terroristas foram mortos junto com um refém.

O comandante geral da operação foi o tenente-coronel Michael Rose, comandante do SAS 22, que mais tarde tornou-se um general e comandou das forças britânicas na Bósnia-Herzegovina em 1994.

 

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