22 de Junho de 1941 – Hitler deflagra a “Operação Barbarossa”

Quando quase se completavam dois anos de guerra na Europa ocidental, o mundo foi surpreendido pela notícia de que naquela madrugada iniciara-se o ataque geral das forças armadas alemãs contra as fronteiras da União Soviética, até então neutra no conflito. Ao som ensurdecedor de mais de seis mil bocas de canhões alemães, os russos viram-se de inopino em meio ao inferno de uma guerra total. Naquele dia fatídico, Adolf Hitler ordenara a invasão e a destruição da URSS.

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No dia 22 de junho de 1941 as rádios alemãs em cadeia nacional, faziam soar através da voz eloquente do Ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, o comunicado do Furher Adolf Hitler:

“Povo alemão! Neste momento está em andamento uma marcha, ela pode ser comparada na sua extensão como a maior que o mundo já viu. Eu decidi novamente colocar o destino do futuro do Reich e do nosso povo nas mãos dos nossos soldados. Possa Deus ajudar-nos, especialmente nesta luta”.

 

Desta forma Hitler desencadeava mais uma de muitas invasões que as terras russas já haviam sofrido: Vikings, Tártaros, Mongóis, Cavaleiros Teutões, Suecos, Tropas Napoleônicas, Primeira Guerra Mundial, etc. Mas, a invasão organizada desta vez seria definitiva, rápida e eliminaria do mapa a Rússia Européia e consolidaria o poderio do III Reich. Para tanto, Hitler lançaria mais de 4 milhões de Tropas do Eixo, das quais 3 milhões eram soldados alemães, 700.000 cavalos, 600.000 veículos, 3.500 tanques, 2.598 aviões, milhares de peças de artilharia, apanharia o inimigo judeu-comunista num cinturão de ferro e fogo que iria do Mar Báltico até o Mar Negro, numa extensão jamais vista em toda a História de 2.900 km. O mundo iria tremer, nunca mais seria o mesmo.

Naquela madrugada do dia 22 de junho, tinha início uma sanguinária guerra de conquista e aniquilação. Hitler planejara uma impiedosa “germanização” das terras a serem conquistadas no Leste. Escravização e genocídio estavam nos fundamentos dessa política de dominação. Pelo “Decreto de Jurisdição da Barbarossa”, todo soldado alemão ficava isento de acusação, caso tivesse cometido qualquer crime contra um cidadão soviético. Era o equivalente a libertar a fera que existe dentro de cada homem numa escala apocalíptica.

 A operação

O nome código escolhido por Hitler para designar a grande operação de ataque não era casual. A palavra “Barbarossa” remetia à figura de Frederico Hohentaufen, o grande imperador alemão da Idade Média, o Frederico I do Sacro Império Romano-Germano, morto em 1152. Nome lendário e respeitado entre os cavaleiros cruzados, alguém que empenhara seus recursos em favor da causa da cristandade contra os infiéis. De certo modo, Hitler via-se como a encarnação de Frederico Barbarossa (o “Barba Vermelha”, como os italianos o chamaram), liderando um enorme operação militar para esmagar a heresia comunista que se encastelara mais ao oriente, no Kremlin de Moscou.

O General Halder, chefe da OKH (o alto comando militar alemão), o executor da operação, dividiu-a em três grandes objetivos: o grupo dos exércitos Norte, sob o comando do marechal de campo Ritter Von Leeb, tinha como meta rumar em direção à Leningrado, fazendo lá junção com as tropas finlandesas que viriam de mais ao norte, esmagando a resistência da grande cidade, atuando sobre ela como se fosse um imenso alicate; o grupo dos exércitos do centro, sob o comando do marechal de campo Fedor von Bock, tinha ao seu encargo realizar uma poderosa ofensiva direto ao centro da Rússia, rumando o mais rápido possível para Moscou; por fim, o grupo de exércitos do Sul, no comando do marechal de campo Gerd von Rundstedt, marcharia para as ricas terras da Ucrânia, tendo como meta alcançar Kiev.

por João Samper

 

 

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